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terça-feira, 12 de março de 2013

Pré-Câmbrico

 Evolução da vida na Terra

 




 Período Pré-Câmbrico

O que é o tempo Pré-câmbrico? É o intervalo de tempo geológico compreendido entre o aparecimento da Terra, cerca de 4,5 biliões de anos até à 540 milhões de anos atrás. Foi neste intervalo de tempo que aconteceram alguns dos eventos mais importantes da Terra como o início do movimento das placas tectónicas, o início da vida na Terra, o aparecimento das primeiras células eucarióticas, a formação da atmosfera e o aparecimento dos primeiros animais e vegetais.

Principais características
- Grande explosão que originou o universo;
- Imensa actividade vulcânica existente no nosso planeta;
- O clima era extremamente quente;
- Formação de mares, nuvens e cadeias montanhosas;
- Aparecimento do dióxido de carbono (CO2);
- Formação de moléculas;

O período Pré-câmbrico divide-se em:
- Éons - é a maior subdivisão de tempo na escala de tempo geológico.
- Eras - é a divisão de um éon na escala de tempo geológico.

                                         Tabela cronoestratigráfica.


                                         Divisão do período Pré-Câmbrico

Hadeano
- 4600 M.a: inicio do processo de formação dos planetas e do Sistema Solar (planeta terra); 
- 3650 M.a: existência de temperaturas e pressões adequadas a formação de água na terra; 
- 3800 M.a: surgiu as primeira rochas dando origem a um novo eon (arcaico) 

Arcaico
- 3500 M.a: primeiros vestígios de vida (estromatólitos);
- 3100 M.a: primeiros microrganismos (bactérias e cianobactérias);
- 3100 – 2500 M.a: primeiros seres fotossintéticos;
- 2500 M.a: instalação do Grande Filão do Zimbabwe; 

Proterozóico
- 2000 M.a: aparecimento dos organismos eucarióticos; 
- 1800 M.a: oxigénio livre na atmosfera;
- 1400 M.a: primeiros depósitos de carvão; 
- 1000 M.a: aparecimento da reprodução sexuada; 
- 542 M.a: primeiros metazoários com esqueleto externo.


Atmosfera
 A atmosfera terrestre neste período de tempo tinha uma composição muito diferente da actual: o azoto passou a constituir mais de 60% da mesma e o hidrogénio acabou praticamente por desaparecer.  Os outros constituintes da atmosfera eram: metano, amoníaco, e de outros gases que seriam tóxicos para a existência de vida na terra. 
 Foi neste período de tempo que se formou a atmosfera primitiva, ao passar do tempo existiu um aumento de quantidade de oxigénio.




Hidrosfera

No inicio deste período, a hidrosfera era pouco complexa. Os oceanos formaram-se a partir da enormes quantidades de vapor de água que foram libertadas pelos vulcões. Após alguns milhões de anos mais tarde, assim que a temperatura da superfície da Terra baixou, ocorreu a condensação deste vapor originando as primeiras chuvas que ao cair sobre a superfície terrestre originaram os oceanos.



Seres Vivos
Segundo a teoria de um biólogo russo (Oparin) os primeiros seres vivos a habitar o nosso planeta Terra foram:  NA ÁGUA:  
Seres unicelulares (constituídos por um só célula);  Procariontes (são organismos unicelulares que não apresentam seu material genético delimitado por uma membrana);  Heterotróficos (alimentar-se-iam da matéria orgânica existente na sopa primitiva);  Anaeróbios (não que precisam de oxigénio para viver); 
 NA TERRA: Não existem fosseis, logo a existência de seres vivos à superfície terrestre é muito escassa neste período de tempo;  


Teoria da Deriva dos Continentes
Pouco tempo depois de ter começado o período Proterozóico, apareceu a tectónica de placas, que resultou num aumento de colisões tornando vários blocos continentais em protocontinentais. Neste momento, os ciclos de formação do super continente característico desta fase se tornou inevitável.  Primeiro, a mover os continentes ao redor de uma superfície esférica são obrigados a colidir uns com os outros . Além disso, os super continentes são instáveis, porque, através da cobertura de grandes áreas do manto, que previnem a sua refrigeração estes causam a separação do super continente e a desintegração dos fragmentos.


Razão de Incertezas quanto ao período:
O tempo pré-câmbrico não é muito conhecido pelos cientistas devido a alguns motivos: 
- Impossibilidade de datação absoluta; 
- Falta de fosseis; 
- Intenso metamorfismo nas rochas; 
- Reciclagem da maior parte da crosta pré-cambrica.



 Curiosidades


Fragmentos de continente antigo podem estar sob Oceano Índico

Atualizado em  25 de fevereiro, 2013 - 09:08 (Brasília) 12:08 GMT

Cientistas acreditam ter encontrado sinais de que fragmentos de um continente antigo estão soterrados abaixo do solo do Oceano Índico.

Os pesquisadores dizem que o fragmento é de um continente que teria existido de entre 2 bilhões e 85 milhões de anos atrás.
A faixa foi batizada pelos cientistas de "Mauritia". Com o tempo, a terra se fragmentou e desapareceu sob as ondas do mundo moderno que se formou no lugar.
O estudo foi publicado na revista científica Nature Geoscience.

Teorias

Há até 750 milhões de anos, toda a massa terrestre do Planeta estava concentrada em um continente gigante, chamado de Rodínia pelos cientistas.
Países que hoje estão a milhares de quilômetros de distância – como Índia e Madagascar – ficavam lado a lado.
A nova pesquisa sugere que havia um "microcontinente" entre Índia e Madagascar. Os cientistas pesquisaram grãos de areia de Maurício, um país localizado no Oceano Índico.
Os grãos se originaram em uma erupção vulcânica que ocorreu há nove milhões de ano. Mas apesar disso, eles contém minerais que são de um período ainda mais antigo.
Seicheles
Cientista especula que Seicheles já fez parte de continente que existiu entre Índia e Madagascar
"Nós encontramos zircão, que foi extraído das areias da praia, e isso é algo que se encontra tipicamente na crosta continental. Elas são de uma era muito antiga", disse o professor Trond Torsvik, da Universidade de Oslo.
O zircão é datado de entre 1970 e 600 milhões de anos atrás, e a equipe concluiu que os restos da terra antiga foram levados para a superfície da ilha durante uma erupção vulcânica.
O professor disse acreditar que pedaços do continente poderiam estar 10 quilômetros abaixo de Maurício e sob o solo do Oceano Índico.
A existência do continente teria atravessado diferentes éons da Terra – desde o Pré-Cambriano, quando não havia vida na terra, ao período em que surgiram os dinossauros.
Mas há 85 milhões de anos, quando a Índia começou a se separar de Madagascar em direção à sua posição atual, o microcontinente teria se desfragmentado – e eventualmente desaparecido sob as ondas.
No entanto, uma parte pequena do microcontinente pode ter sobrevivido, especulam os pesquisadores.
"No momento, as (ilhas) Seicheles são um pedaço de granito, ou crosta continental, que está praticamente assentada no meio do Oceano Índico", diz Torsvik.
"Mas houve uma época em que ficavam logo ao norte de Madagascar. E o que estamos dizendo é que talvez isso fosse muito maior, e que esses fragmentos continentais estão espalhados pelo oceano."
Essas teorias ainda precisam ser confirmadas com mais pesquisa.
"Nós precisamos de dados sísmicos que possam formar uma imagem desta estrutura... isso seria a prova definitiva. Ou é preciso perfurar profundamente, mas isso custaria muito dinheiro", diz Torsvik.

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